Pastor Márcio Poncio é preso em esquema complexo no RJ

A manhã desta quinta – feira (2) foi marcada pela prisão do pastor Márcio Poncio em uma ofensiva coordenada por policiais federais contra um suposto esquema complexo na capital fluminense.
O Ministério Público investiga o caso através das fases relacionadas ao jogo do bicho, apontando indícios graves de lavagem de dinheiro que envolvem a nova cúpula criminosa no Rio e possíveis ligações entre grupos organizados e agentes públicos estaduais.
Investigação apura ligação com Poderes público
Segundo informações da Polícia Federal, esta etapa específica dos trabalhos busca detalhar os sinais de movimentações financeiras irregulares. Os investigadores querem entender como ocorreu uma possível extensão desse tipo de esquemática envolvendo membros tanto do Executivo quanto do Legislativo fluminense.
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A corporação federal afirmou que o avanço das investigações teve início após encontrar planilhas suspeitas na posse deles. Esse material registra supostos pagamentos fora da legalidade, além de receber dados sobre doações eleitorais e transações compatíveis justamente com lavagem de capitais.
Prisão em Barra da Tijuca mira “Máfia”
Márcio Poncio foi detido no imóvel localizado na Barra da Tijuca, região oeste da cidade carioca. Ele é pastor titular da Igreja da Nuvem e também empresário atuante no ramo dos cigarros.
A investigação apura a possível ligação dele ao esquema conhecido como “Máfia do Cigarro”. A Polícia Federal atribui essa liderança criminosa especificamente para Adilsinho Oliveira Coutinho Filho (Adilson), contraventor já preso antes desta operação.
Operação Unha e Carne investiga crime organizado
O foco das ações policiais começou mais cedo neste ano de 2025, com o início da Operação Unha e Carne. Inicialmente, os agentes estavam monitorando um suposto vazamento sigiloso que envolvia informações sobre operações feitas pelo Comando Vermelho.
Com a progressão dos trabalhos na área criminal do Rio, as suspeitas foram ampliadas ainda mais para incluir possíveis proteções ao grupo criminoso em questão. Além disso, há apurações robustas envolvendo lavagem de dinheiro e conexões entre membros dessa organização e figuras públicas.
Alvos já detidos ou sob investigação
Outros nomes envolvidos no escopo das investigações incluem o contraventor Adilsinho Oliveira Coutinho Filho (Adilson), além da ex – deputada estadual Rodrigo Bacellar — que pertence ao União Brasil —, ambos estavam presos antes desta nova fase.
Rodrigo Bacellar havia sido um dos principais suspeitos após se tornar presidente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele foi preso novamente depois da cassação do mandato, seguindo uma denúncia apresentada pela Procuradoria – Geral da República.
Medidas judiciais e bens sequestrados
A operação recebeu autorização direta do ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal. Por meio dessa determinação judicial foram expedidos três mandados preventivos para prisão além de 14 ordens de busca e apreensão contra diversos alvos no estado.
O juiz também determinou o bloqueio financeiro dos valores até R 22 milhões em dinheiro ou outros tipos de ativos. Entre os locais vasculhados estava a residência do ex – deputado federal Marco Antônio Cabral, filho que é da família política Sérgio Cabral.
Contexto legal das apurações
Tudo isso faz parte das medidas determinadas pelo STF dentro do processo ADPF 635 (a chamada “ADPFdas Favelas”). Essa ação atribuiu à Polícia Federal responsabilidades na condução detalhada sobre como as organizações criminosas atuam no Rio e quais são suas possíveis conexões com agentes públicos.
A matéria não conseguiu localizar defesas dos alvos envolvidos nesta quinta – feira. O espaço permanece aberto para informações adicionais.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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