Procuradoria nega acordo de delação premiada para Paulo Costa

Procuradoria rejeita acordo de delação premiada para empresário sob critérios rigorosos no caso BRB.

26/06/2026 20:41

3 min

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Foto: Sam Barnes/Web Summit
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Foto: Sam Barnes/W...

A Procuradoria – Geral da República negou nesta quinta – feira 25 o pedido feito por Paulo Henrique Costa para firmar um acordo de confidencialidade e dar início formal às tratativas sobre delação premiada.

O empresário é investigado pela participação em uma engrenagem criminosa estruturada, supostamente criada com objetivo de viabilizar a venda ao BRB. A recusa veio após análise dos termos propostos pelo próprio colaborador.

Critérios exigidos na colaboração criminal

Em seu documento oficial, Paulo Gonet detalhou os requisitos que qualquer proposta deve cumprir no processo judicial. Segundo ele, o acordo precisa contribuir diretamente “para o desfecho correto do processo”.

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Isso exige da pessoa colabore apresentar dados concretos capazes de levar à descoberta e obtenção de provas sobre infrações penais específicas, além de identificar seus autores.” Além disso, é crucial dar atenção especial também à dimensão financeira envolvida — ou seja, a devolução integral tanto dos produtos quanto dos proveitos gerados pelas ilegalidades.

Com base nesses critérios rigorosos, procurador – geral sustentou publicamente que as propostas apresentadas por Costa demonstram “reduzida utilidade” e possuem uma potencial eficácia considerada “débil” para os fins criminais. O órgão apontou ainda o fato de não haver ineditismos na proposta do empresário em relação ao material já descoberto pelos investigadores; faltaram detalhes sobre qual valor seria ressarcido pelo colaborador no caso específico.

Conflito judicial envolvendo investigações

O conflituoso cenário se desenrola também nos tribunais superiores. Em petição protocolada há pouco mais de um mês, Paulo Henrique Costa dirigiu – se diretamente a André Mendonça, ministro relator responsável pela análise do processo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF.

Nele, ele afirmou que sentia que havia sido ignorado por parte da PGR quanto às suas tentativas legítimas e contínuas de colaborar com as apurações criminais em curso na época dos fatos.

Desafios das delações premiadas no Brasil

A situação atual não é única para o mecanismo legal; ela contrasta ligeiramente apenas porque Daniel Vorcaro foi alvo deste tipo de acordo. No caso anterior — envolvendo ex – CEO Master —, Paulo Gonet firmou um pacto similar tanto com a Polícia Federal quanto diretamente com a própria Procuradoria Geral da República (PGR.

No entanto, há semelhanças notáveis nos desafios: assim como ocorreu nas propostas do empresário investigado pelo BRB e as tentativas anteriores em relação ao próprio Varcaro, ambos demonstraram hesitação ou resistência na entrega total dos aliados envolvidos no esquema criminoso.

Essa falta de comprometimento levou os investigadores mais de uma vez a negarem novas versões das colaborações apresentadas por eles. Em nenhum caso foi firmado o compromisso formal pela devolução integral dos valores que foram solicitados inicialmente à PGR para cobrir prejuízos financeiros causados pelas infrações penais.”

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