Rogério Marinho critica isolamento de Moro após STF

O senador Rogério Marinho (PL – RN) criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota divulgada nesta sexta – feira (17), o líder da oposição no Senado considerou que determinar isolamento para Jair Bolsonaro é uma medida “extravagante” e sem precedentes na história recente brasileira.
“A restrição às liberdades são incompatível com os princípios do Estado Democrático de Direito,” escreveu Marinho em sua declaração. Ele afirmou ainda que impedir até mesmo visitas dos filhos ou restringir comunicação social transforma medidas judiciais meros instrumentos de silenciamento político.
Críticas políticas sobre as novas determinações
Marinho fez um contraste direto ao relembrar a época em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso, apontando o desequilíbrio nas ações jurídicas contra figuras públicas. Segundo ele, durante seu período detido houve inúmeras visitas e manifestações abertamente de conteúdo político para Lula Bolsonaro nunca teve esse tipo de suporte institucionalizado no âmbito judicial.
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O senador concluiu sua nota sugerindo uma alternativa política: Flávio Bolsonaro deve concorrer à Presidência por meio do PL – RJ como forma essencial de restabelecer a “normalidade democrática” na vida pública brasileira.
Decisão sobre comunicação com Jair Bolsonaro
Por outro lado, Alexandre de Moraes rejeitou argumentos da defesa que alegavam desconhecimento prévio de ex – mandatário quanto ao fato de seu filho ler determinada carta pela internet. O ministro entendeu que o próprio conteúdo desse documento era direcionado para um público geral e demonstrava clara intenção em influenciar processos eleitorais futuros.
Com essa decisão judicial, foram suspensas as visitas domiciliares de Bolsonaro por prazo determinado: os próximos 30 dias não permitirão acesso exceto a profissionais médicos, fisioterapeutas ou advogados legais do custodiante.
Restrições Eleitorais até 2026
As novas imposições judiciais também estabeleceram proibições mais amplas relacionadas ao ciclo político – eleitoral. Moraes determinou que há proibição total de qualquer visita com finalidade política antes mesmo das eleições gerais em **2026**.
Além disso, foi imposta obrigatoriedade na divulgação e manifesto sobre temas políticos eleitoreiros — inclusive se o material for veiculado por terceiros —, independentemente dos meios utilizados para tal propósito.
O ministro ressaltou ainda a gravidade do descumprimento: embora tenha sido considerado um primeiro deslize nas medidas cautelares vigentes (a leitura da carta), este ato não justificaria converter imediatamente seu regime domiciliar humanitário ao cumprimento integral no sistema prisional.
Contudo, enfatizou que eventual desobediência às condições fixadas pela lei pode levar à imediata reavaliação de qualquer benefício concedido até mesmo com adoção de “medidas mais gravosas”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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