Sicredi: Dinheiro é Meio, Não Fim no Conceito Brasileiro de Prosperidade

Para os brasileiros, o conceito de prosperidade vai muito além do acúmulo financeiro e se conecta mais à capacidade individual de viver bem.
Uma nova pesquisa realizada em parceria com Datafolha ouviu um total de 2.003 pessoas espalhadas por 113 cidades brasileiras para mapear como essa população define sucesso na vida pessoal. O estudo identificou quatro dimensões cruciais que compõem esse entendimento: econômica, psicológica, espiritual e social.
O dinheiro é ferramenta, não objetivo
Os resultados confirmam a relevância da economia no conceito geral — ela representa os 39% do significado atribuído ao tema —, mas mostram uma mudança significativa sobre o papel das finanças pessoais. Segundo Alexandra Rodrigues, gerente de Inovação do Sicredi, “o money aparece muito mais um meio do que como um fim”.
Leia também
Na visão dos entrevistados, portanto, ele funciona primariamente como suporte para viabilizar aspectos considerados essenciais na vida diária; citou – se acesso à saúde, moradia e educação.
“Ele [dinheiro] é um habilitador de conquistas, de sonhos e de projetos de vida”, afirmou ainda a especialista em inovação da cooperativa financeira no contexto apresentado pela pesquisa inédita.
O foco está nas realizações pessoais
A análise qualitativa complementada pelo levantamento revelou o motivo dessa mudança. Em grupos focais realizados por Rodrigues com participantes das diferentes regiões do país, os entrevistados raramente associaram prosperidade ao patrimônio acumulado ou apenas aos números na conta bancária.
Em vez disso, as conversas apontavam para grandes marcos como conseguir pagar contas em dia mês após mês; empreender um pequeno negócio próprio; realizar uma formatura de filhoa) — a conquista pessoal era protagonista e não mais sinônimo direto da riqueza material.”, explicou ela à EXAME.
Quatro dimensões que constroem bem – estar
O estudo organizou essa percepção complexa dos brasileiros nas quatro áreas. A dimensão econômica abrange elementos clássicos como estabilidade financeira e crescimento profissional (39%). Já o aspecto psicológico está ligado ao senso de autonomia emocional do indivíduo, ou seja, autoestima e controle sobre sua própria vida (26%.
A espiritualidade vai além das fronteiras religiosas; trata – se principalmente encontrar sentido na trajetória pessoal e viver em alinhamento com os valores próprios — um ponto destacado por Rodrigues: “Muitas pessoas falavam de fé, mas o que apareceu com força foi a necessidade de viver de acordo com os próprios valores”.
Por fim, as relações sociais englobam vínculos familiares fortes, amizades sólidas e participação ativa da comunidade.
Otimismo versus desafios cotidianos
Mesmo diante dos persistentes obstáculos econômicos do país, quase metade (47%) da população se sente próspera apenas “com dificuldade”. Esse dado sugere uma visão mais complexa sobre avançar na vida. Para Alexandra Rodrigues, isso mostra como prosperidade é vista em constante construção: “o brasileiro associa essa ideia à evolução; existe aquela percepção que está a life andando mesmo quando há dificuldades pelo caminho”.
Em termos de otimismo individual, 41% dos entrevistados atribuíram notas altas — nove ou dez —, indicando um nível considerável de satisfação pessoal com o momento atual.
Quem e onde percebe maior bem – estar
A pesquisa também apontou diferenças regionais no senso próspero do país. As mulheres demonstraram uma visão mais elevada sobre esse tema comparadas aos homens na amostra estudada. Os moradores das regiões Nordeste e interior foram igualmente citados por apresentarem índices maiores em comparação a outros grupos populacionais.
Um achado curioso chamou atenção: pessoas que relataram menor escolaridade, mas possuíram renda inferior à média dos entrevistados universitários ricos, reportaram níveis de prosperidade superiores ao esperado pelos indicadores socioeconômicos tradicionais.”,
“Prosperidade não é apenas sobre o quanto se ganha”, reforçou Rodrigues; “É também um fator como autonomia ou tranquilidade”. Para os mais velhos (60 anos ou mais), pesa ainda na percepção do sucesso as conquistas acumuladas e legado construído para a família no longo prazo.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)


