Solbakken apela para ignorar favoritismo brasileiro na Copa Mundo 2026

Noruegueses buscam desconstruir favoritismo brasileiro na estreia da Copa Mundo em 2026 nos EUA.

04/07/2026 20:08

2 min

MichaelEmilio, CC BY 4.0 , via Wikimedia Commons
MichaelEmilio, CC BY 4.0 , via Wikimedia Commons

O técnico norueguês Stale Solbakken fez um apelo aos jogadores para que não se deixem intimidar pela importância do confronto contra o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo em 2026.

Em declarações feitas a jornalistas na manhã deste sábado, ele enfatizou que os atletas devem focar apenas em jogar e ignorar as circunstâncias históricas ou midiáticas ao enfrentar uma seleção brasileira considerada favorita neste domingo (5), nos Estados Unidos.

Foco no jogo: Ignorar favoritismos

“Obviamente, o Brasil é o favorito”, reconheceu Solbakken. Contudo, criticou um excesso de confiança exagerado sobre este status recente das amarelas “como talvez fossem alguns anos atrás”.

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Para chegar às quartas – de – final pela primeira vez da história do time norueguês, a prioridade deve ser simples: executar bem cada jogada sem se deixar levar pelo peso deste momento decisivo na Copa Mundial.”

O treinador reforçou que os atletas precisam jogar apenas por conta dos minutos em campo e não pelas circunstâncias externas ou expectativas criadas pelos torcedores.

Análise tática contra o Brasil

Em relação ao adversário brasileiro, Solbakken fez um comparativo entre seus dois astros. Ele apontou Vinícius Jr., destacando sua habilidade de “dançar com a bola”, traçando paralelos artísticos à máquina física do atacante Erling Haaland.

“Um [Haaland] é uma máquina; vemos aquela capacidade incrível de aceleração,” explicou ele na coletiva Enquanto outro jogador se comporta como bailarino que consegue dançar em campo.”

Segundo os comentários feitos por Stale Solbakken, manter atenção máxima deve ser o foco defensivo da Noruega sempre que for necessário cobrir as situações individuais criadas pelo Brasil no ataque.

Histórico e mentalidade ofensiva

O técnico norueguês alertou a equipe sobre um ponto crucial: eles não podem adotar apenas uma postura passiva esperando erros do adversário. A seleção precisa ter constantemente “uma mentalidade ofensiva”.

“Mas ao longo de 90 ou até mesmo dos minutos extras contra o Brasil,” advertiu ele mais tarde na coletiva em Nova Jersey, “é preciso defender por períodos longos ou curtos; nesses momentos temos obrigação de estar com nosso melhor nível.”

Apesar da rivalidade histórica — já tendo vencido os brasileiros no grupo do Mundial de 1998 (França) —, Solbakken lembrou que a Noruega nunca perdeu para o país vizinho: foram dois empates e duas vitórias nos quatro confrontos anteriores.

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