Stablecoins: Ouro Digital ou Risco no Brasil? Segurança em Destaque!

Stablecoins: Crescimento e a Necessidade de Segurança no Mercado Brasileiro
As stablecoins, criptomoedas atreladas a ativos como o dólar, têm ganhado destaque rapidamente no mundo financeiro. Essa tendência já chamou a atenção de grandes bancos e instituições tradicionais, impulsionada pela facilidade que oferecem em transações e liquidações.
No entanto, especialistas alertam para a importância de implementar medidas de segurança robustas, conforme ressaltado por um executivo da Chainalysis.
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O que são Stablecoins?
As stablecoins são criptomoedas emitidas por empresas privadas que buscam manter seu valor alinhado a um ativo de referência, geralmente moedas fiduciárias como o dólar ou o real. O funcionamento se baseia em garantir o lastro através da compra da moeda em questão ou, no caso das stablecoins atreladas ao real, da compra de Títulos do Tesouro Nacional em proporção de 1:1.
Atualmente, as stablecoins de dólar já possuem grandes players como USDC e USDT, com valores de mercado expressivos, conforme dados do CoinMarketCap.
No Brasil, a tendência de stablecoins lastreadas em reais está em ascensão, com nomes como BRLA, BRL1 e BRZ ganhando espaço. Um coordenador do Banco Central do Brasil já havia mencionado o potencial de uso dessas stablecoins em liquidações nativas em blockchain, evidenciando o interesse do regulador nesse mercado.
Segurança: Uma Preocupação Crescente
Apesar do potencial, um executivo da Chainalysis, Drey Dias, enfatizou a necessidade de segurança nas stablecoins brasileiras. Em um painel organizado pela Chainalysis e pelo BTG Pactual, Dias destacou que a preocupação com ataques hackers ainda não é uma prioridade para o mercado.
Dias explicou que a falta de incidentes em larga escala tem contribuído para essa postura, mas ressaltou que a adoção de medidas de segurança, como as já implementadas pela Tether na stablecoin USDT, é crucial para prevenir futuros problemas. “A preocupação de que a sua stablecoin ou o seu contrato inteligente não vai ser vítima de um ataque hacker, não é prioridade para ninguém ainda.
Porque não aconteceu, não saiu na mídia como a gente vê toda semana um ataque cibernético nos blockchains”, disse.
O executivo também apontou que o tamanho do mercado ainda é um fator determinante. “É uma coisa que enquanto não sair na mídia que uma stablecoin brasileira foi hackeada e perdeu milhões, aí vai virar prioridade”, acrescentou. Ainda que o mercado brasileiro de stablecoins seja relativamente pequeno, a segurança e o uso no mercado secundário são questões que precisam ser consideradas.
“Além da segurança, outro fator importante é o emissor daquela stablecoin entender que aquela stablecoin dele está sendo usada no mercado secundário. E o brasileiro ainda não priorizou essa questão porque ainda são stablecoins relativamente pequenas”, disse. “Mas por exemplo a USDT.
A Tether já tem mecanismos automatizados que quando uma transação é feita e o destino é um endereço sancionado, ela impede a transação e congela a conta automaticamente. Alguma stablecoin brasileira faz isso? Não, não faz. Então é claro que é difícil comparar com o tamanho e maturidade que USDT e USDC têm, mas são questões de segurança que precisam ser endereçadas”, concluiu.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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