Trump e Conselho de Paz para Gaza enfrentam crise com promessas vazias

Conselho de Paz para Gaza: Promessas Bilionárias e Conta Vazia
Um projeto ambicioso, idealizado por Donald Trump com o objetivo de reconstruir Gaza e mediar conflitos, enfrenta sérios problemas. Segundo o jornal Financial Times (FT), o projeto mergulhou em dificuldades legais e sua conta bancária apresenta saldo zerado, apesar das promessas de financiamento bilionário.
A iniciativa, lançada em janeiro por uma figura central, com a intenção de liderá-la mesmo após deixar a Casa Branca, não recebeu nenhum aporte financeiro, conforme revelado por quatro fontes próximas ao processo.
Financiamento Alternativo e Falta de Transparência
Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, conforme declarado por um porta-voz da iniciativa. O FT aponta que “não existe nenhum mecanismo independente de transparência” para o controle dos recursos.
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A estrutura do Conselho, concebida de forma discricionária por Trump, visava a reconstrução de Gaza, com o apoio de Israel e do Hamas, sob pressão dos Estados Unidos.
Apoio Sul-Americano e Custos Elevados
O argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña demonstraram entusiasmo pela iniciativa de Trump. No entanto, o custo de um assento permanente no Conselho – avaliado em 1 bilhão de dólares (aproximadamente R$ 5,63 bilhões) – gerou ceticismo.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, descartou qualquer contribuição de seu país para essa quantia. A conta no Banco Mundial, até o momento, apresenta depósitos de “zero dólar”, conforme informado por uma fonte do FT.
Empreendimentos e Recursos Congelados
Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para a formação de uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados. Estimativas da ONU e da União Europeia apontam para a necessidade de 71,4 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 402 bilhões) para a reconstrução de Gaza nos próximos dez anos.
O objetivo inicial da Casa Branca era a criação de um “Conselho de Paz” presidido por Trump, com a intenção de substituir a ONU em algumas funções.
Objetivos e Desafios do Conselho
O preâmbulo do estatuto do Conselho declara que ele busca promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e garantir uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos. A iniciativa critica os “enfoques e instituições que falharam com demasiada frequência”, em clara referência à ONU. A organização ainda não prestará contas de suas finanças, mas o conselho diretor, composto por membros do governo Trump e assessores, planeja fazê-lo “quando for considerado oportuno”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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