Walmart reduz preço de iogurtes com tecnologia digital

Walmart implementa tecnologia digital para reduzir preço de iogurtes com base na demanda do consumidor em tempo real.

10/07/2026 09:45

3 min

Como a inteligência artificial já define o preço nas prateleiras dos supermercados
Como a inteligência artificial já define o preço nas prateleiras...

O processo tradicional para alterar preços em supermercados exigia tempo e esforço manual com impressoras e funcionários dedicados por longas horas. Atualmente, esse método está sendo substituído pela tecnologia: sistemas avançados calculam e atualizam valores instantaneamente na prateleira digitalmente equipada.

Essa transformação é possível graças à combinação entre etiquetas eletrônicas específicas e softwares que analisam dados complexos como estoque, demanda do consumidor e movimentos da concorrência de forma contínua.

Problemas detectados: Texto truncado no final

Como funciona opreço dinâmico nas lojas. Os chamados sistemas de precificação inteligente cruzam simultaneamente diversas variáveis para determinar um valor ideal no momento exato em que a compra ocorre. Entre os fatores analisados estão não apenas o volume esperado de clientes naquele dia ou nível físico dos produtos nos estoques.

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A IA também considera aspectos mais amplos — desde há quanto tempo determinado item está na loja até se ele tem proximidade com seu vencimento—, além das estratégias adotadas pelos concorrentes diretos do setor, e mesmo elementos externos como clima local e sazonalidades.

Um exemplo prático dessa dinâmica é quando uma rede pode reduzir automaticamente o preço de iogurtes próximos ao prazo final justamente durante horários considerados de maior movimento; essa ação aumenta as chances de venda imediata enquanto minimiza perdas por desperdício no estoque geral da unidade.

Tecnologia: Adoção em grandes redes

As etiquetas eletrônicas (ESLs), ou Electronic Shelf Labels, são painéis digitais alimentados a bateria que substituem completamente os tradicionais rótulos impressos. Elas recebem atualizações instantâneas e diretas vinda do sistema central, eliminando totalmente qualquer necessidade de troca manual dos preços.

Grandes varejistas já estão adotando o modelo globalmente falando. Redes americanas como Walmart, Kroger e Whole Foods utilizam essas versões digitais das tags há algum tempo no mercado internacional A previsão é ambiciosa: apenas na unidade americana, espera se que o Walmart instale essa tecnologia em aproximadamente 300 lojas diferentes, cobrindo mais de 120 mil itens por loja equipada.

No Brasil também se nota um avanço significativo nesse setor tecnológico do comércio eletrônico. A Selbetti Tecnologia opera etiquetas eletronicas desde milhares de pontos comerciais pelo país.

Ganhos operacionais versus debate ético. Para os setores empresariais, a principal vantagem reside nos ganhos puramente operacionais e financeiros; iniciativas estruturadas com precificação inteligente podem gerar incrementos na margem entre 2% e 5%, o que representa resultados muito relevantes em uma área como varejo cuja rentabilidade é historicadamente pressionada

Por outro lado, essa mesma tecnologia alimenta um intenso debate legalmente nos Estados Unidos. Em estados específicos — citando Rhode Island, Maine e Arizona —, foram apresentados projetos de lei visando limitar severamente uso das etiquetas digitais.

O receio dos legisladores locais gira em torno da possibilidade dessas tags serem usadas para cobrar valores diferentes dependendo do perfil ou até mesmo apenas devido ao horário específico da compra; esta prática já recebe nome técnico: surveillance pricing (precificação por vigilância.

Embora redes gigantes como o Walmart afirmem publicamente que mantêm preços uniformes para todos os clientes dentro de uma única loja física – independentemente quem está comprando –, a discussão sobre transparência no preço continua crescendo.

No Brasil, esse debate ainda é incipiente mas tende naturalmente a ganhar mais força à medida que cada vez mais grandes varejistas adotam sistemas digitais.

Na rotina diária dos consumidores brasileiros, essa mudança se manifesta na prateleira em si — com telas dinâmicas substituindo rótulos impressos—, mesmo sem ter ciência do algoritmo complexo por trás da variação automática desses valores nos próximos anos.

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