Certisign expande atuação com tecnologia liveness 3D para combater fraudes online

Certisign revoluciona segurança online ao incorporar tecnologia liveness 3D para autenticar usuários em tempo real.

08/07/2026 10:58

3 min

Marco Americo, CEO da Certisign: empresa aposta em biometria e identificação digital para combater fraudes na era da IA
Marco Americo, CEO da Certisign: empresa aposta em biometria e i...

Quando a Certisign foi fundada em 1996, quando ainda era um período inicial para a internet brasileira, ela começou vendendo certificados que garantiam segurança aos sites.

Trinta anos depois desse início e diante do aumento dos golpes online no país — o percentual de pessoas alvo ou vítimas subiu de 33% até setembro de 2024 para 38%, registrado em março de 2025 (segundo pesquisa Radar Febraban) —, a empresa busca se reposicionar. Nesse cenário complexo, onde os bancos investiram cerca de R 5 bilhões apenas na prevenção contra fraudes cibernéticas no ano passado, Certisign faturou R 320 milhões somente em 2025 e projeta atingir uma receita total de R 350 milhões neste mesmo período.

Da criptografia à identidade digital

O negócio da certificação começou com certificados SSL; essa tecnologia foi fundamental para permitir operações como o internet banking ou compras online ao cifrar a conexão entre navegadores e sites. Com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP – Brasil) em 2001, Certisign expandiu sua atuação emitindo documentos digitais cruciais, como os modelos e – CPF e e – CNPJ.

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Esses são na prática comprovantes eletrônicos usados por pessoas físicas ou jurídicas durante transações virtuais complexas. O CEO Marco Americo Deneszczuk Antonio resume essa função dizendo que “o certificado digital é como uma caneta eletrônica” cuja tinta representa inequivocamente o usuário.”

Biometria facial contra fraudes sofisticadas

Atualmente, a companhia opera em três frentes principais: certificados digitais tradicionais, assinaturas eletronicas e identificação biométrica avançada. A biometria emergiu um pilar estratégico devido à sofisticação crescente das tentativas de fraude — incluindo aquelas feitas com inteligência artificial.

“Hoje, praticamente você tem tudo que precisa no celular,” afirma Marco Americo Deneszczuk Antonio, apontando como toda vida financeira está digitalizada; por isso é necessário reduzir riscos constantemente.”

Tecnologia Liveness 3D

Para combater ameaças modernas, a Certisign utiliza técnicas avançadas. Uma delas é o uso da tecnologia chamada liveness 3D (prova de vida em três dimensões), combinada com comparação biométrica e bases de dados.

“O objetivo do Liveness 3D não é apenas verificar se há uma pessoa real na frente da câmera,” explica Antonio; ele serve para garantir que quem está interagindo seja um ser humano vivo — afastando imagens ou avatares criados por IA.”

Aceleração tecnológica, assinaturas jurídicas e agentes AI

Para acompanhar a transformação digital exigida pelo mercado, Certisign investirá R 15 milhões somente neste ano. Parte desse recurso foi direcionada ao Validador 3.0, plataforma modernizada com o objetivo de agilizar drasticamente processos.

Antes do projeto validação poderia consumir quase meia hora; agora, segundo Marco Americo Deneszczuk Antonio, esse tempo cai para cerca de dez minutos — uma redução superior aos 40% no atendimento médio.”

Assinatura qualificada e IA

Além dos certificados básicos, a empresa possui plataformas que formalizam assinaturas digitais desde entre os anos de 2012 e 2013, já tendo processado mais de meio bilhão em documentos. O diferencial aqui é o uso desses mecanismos com alto peso jurídico.

“A assinatura avançada ou aquela feita por certificado digital ICP – Brasil,” explica Antonio; “é irrefutável. Você não tem como questionar quem assinou aquele documento — nela se inverte o ônus da prova.”

Identificação para agentes artificiais

Olhando adiante, a Certisign está avaliando uma nova fronteira: identificar os próprios agentes de inteligência artificial (IA). A ideia busca responder à pergunta sobre como provar que um agente virtual pertence realmente a determinada empresa e possui autorização específica para executar tarefas.

“A companhia conseguiria emitir certificados digitais até mesmo desses agentes,” afirma Antonio; “dizendo exatamente sua origem, seu propósito ou qual nível delegação ele tem em relação aos humanos do negócio.”

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