Banco Master reduz espaço nos escritórios em São Paulo

Banco Master reduz espaço nos escritórios paulistas após desocupações massivas impactam mercado imobiliário.

18/07/2026 13:40

4 min

Apesar das devoluções em massa na Vila Olímpia que impactaram o balanço consolidado dos escritórios de São Paulo, a Faria Lima destacou-se ao registrar a terceira maior absorção líquida da cidade no p
Apesar das devoluções em massa na Vila Olímpia que impactaram o ...

O mercado de escritórios em São Paulo registrou uma queda na absorção líquida no segundo trimestre de 2026: o indicador apontou para um déficit negativo de 4.170 m², marcando a primeira vez que esse dado fica abaixo do zero desde o início de 2025.

Os dados, levantados pela Cushman & Wakefield— empresa global com mais de 400 serviços imobiliários corporativos —, mostram que essa reversão foi causada principalmente por grandes desocupações pontuais e não necessariamente indicam perda geral da demanda pelos imóveis comerciais paulistanos.

Impacto das devoluções massivas em escritórios

A principal responsável pelo saldo líquido na baixa foram as saídas ocorridas no setor financeiro. Segundo análise da companhia, houve uma grande onda de vacância devido à saída do Banco Master dos seus espaços regionais durante o segundo trimestre de 2026.

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Especificamente nos três empreendimentos — Auri Plaza (edifício – sede com Daniel Vorcaro), Pátio Victor Malzoni e B 32 —, cerca de 14 mil m² pertencentes ao banco totalizaram aproximadamente 30 mil metros quadrados devolvidos para a região. Essa movimentação isolada impactou diretamente os resultados consolidados observados neste período trimestral em São Paulo.

Demanda por ativos premium se mantém forte

Apesar das grandes devoluções, outros indicadores mostram que o interesse permanece concentrado naqueles imóveis classificados como alta qualidade. Por exemplo, Chucri Zaidan liderou positivamente as absorções líquidas no trimestre com um saldo positivo acumulado de 7.628 m².

Em seguida vier Berrini (5.704 m²), Faria Lima (4.042 m²) e a região da Chácara Santo Antônio (3.729m².

Em contraste direto ao movimento do Banco Master em Vila Olímpia — onde houve uma queda expressiva para -14.269 m², por citar —, o bairro JK manteve resultados próximos à estabilidade geral neste período negativo (-678 m³). A Cushman & Wakefield monitora trimestralmente os estoques dos edifícios de escritórios classe A e A+ nas 12 regiões mais nobres, como Paulista ou Itaim.

Tendências de preço: valorização concentrada

O mercado não parou apenas na vacância; a questão da precificação também apresentou movimentações importantes até encerrarmos o segundo trimestre em São Paulo. O índice médio pedido de locação fechou este biênio com R 148,25 por metro quadrado ao mês — um retorno positivo após uma retração vista nos três meses anteriores do ano.

A Faria Lima continua sendo apontada pela pesquisa quanto à maior taxa de apelo financeiro e manteve seu patamar estável ante relação ao primeiro trimestre de 2026.

Vila Olímpia lidera valorização regional. Em termos de crescimento percentual dos valores cobrados pelo aluguel (preço médio), a Vila Olímpia foi destaque no período. A região atingiu média impressionante de R194,80 por m², entre abril e junho. Pinheiros também registrou um aumento significativo na cobrança em imóveis corporativos, alcançando o nível de R 267,61/m².

De modo geral, essa tendência mostra que os investimentos continuam se concentrando nas regiões mais consolidadas do mercado imobiliário paulistano.

Vacância aumenta levemente; pipeline promete expansão

O levantamento ainda aponta para uma taxa de vacância totalizada pelo segundo trimestre de 2026 com índice ligeiramente elevado: ela fechou a marca nos 11,4%. Esse pequeno crescimento é reflexo direto das devoluções massivas registradas no período em questão.

Por outro lado, Chucri Zaidan conseguiu manter sua trajetória descendente e terminou junho o mês na faixa dos 12,25% da área vazia. A Faria Lima apresentou melhorias notáveis nesse indicador ao chegar aos 8,97%, enquanto Berrini reduziu seu percentual acumulado até atingir os 9,39%.

Em contrapartida à melhora de outras áreas, Vila Olímpia elevou significativamente seus níveis para 22,1%, refletindo a grande quantidade de espaços desocupados.

Novos empreendimentos no segundo semestre

Após um trimestre sem novas entregas em edifícios prontos nas regiões analisadas, o mercado deve vivenciar uma nova fase com aumento da oferta já na segunda metade do ano. O pipeline mapeado soma impressionantes 384,5 mil metros quadrados ainda estão sob construção.

Estes novos projetos serão distribuídos principalmente entre Chucri Zaidan, Itaim e Faria Lima. Segundo os dados fornecidos pela Cushman & Wakefield, esse novo estoque tende apenas a elevar a concorrência por escritórios de alto padrão.

Apesar desse volume crescente previsto para meses futuros, especialistas avaliam que grande parte dos empreendimentos em desenvolvimento conta hoje com contratos firmados via pré – locação; isso ajuda o mercado ao reduzir drasticamente qualquer risco imediato sobre grandes volumes vazios no futuro próximo do setor imobiliário corporativo paulistano.

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