Bitcoin sobe impulsionado por CPI americano em baixa no acumulativo de junho

O bitcoin opera em alta nesta terça – feira, dia 14, impulsionado por sinais de deflação registrados nos Estados Unidos durante o mês de junho. A redução dos preços na maior economia do mundo tende a aliviar as preocupações com um cenário macroeconômico incerto e beneficia diretamente os ativos considerados mais arriscados.
A movimentação foi motivada pela divulgação recente do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano referente àquele período. Os dados apontaram uma queda significativa que reacendeu discussões sobre taxas globais de juros e investimentos alternativos como criptomoedas.
Análise da inflação americana em julho
O indicador CPI divulgado hoje mostrava, para o mês passado (junho), uma redução percentual na taxa geral: a variação acumulou -0,4% no comparativo mensal. Esse recuo é notável quando se compara com os 0,5% registrados ainda em maio.
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Os economistas haviam projetado um declínio menor do índice; portanto, esperavam apenas um retrocesso de até 0,1%. No entanto, as variações mais expressivas foram puxadas principalmente pelo setor dos combustíveis fósseis. Os preços desses itens caíram impressionantes 5,7%, movimento atribuído ao acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã.
Em uma análise mais ampla que abrange o período de 12 meses, a inflação americana está cotada em torno de 3,5%. Embora esse número esteja consideravelmente abaixo dos patamares superiores a 4% registrados no mês anterior — diminuindo drasticamente —, ele ainda permanece acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed), fixada na marca anualizada de 2%
Impacto macroeconômico nos ativos digitais
Apesar do alívio trazido pela deflação aparente, os analistas alertam para possíveis volatilidades. O conflito entre EUA e Irã foi retomado há poucos dias; por isso, o mercado pode sofrer novos impactos caso haja uma valorização acentuada novamente sobre os preços globais do petróleo.
Em um cenário onde a inflação está em queda gradual — mas com riscos geopolíticos latentes —, criptomoedas como bitcoin são vistas pelos investidores internacionais como potenciais proteções contra desvalorizações fiduciárias ou choques de oferta global.
Bitcoin registra alta após dados deflacionários
Neste contexto favorável à liquidez e ao risco assumido pelo capital financeiro, as negociações mostraram força. Às 10h 36 (horário de Brasília) desta terça – feira no dia 14, o preço do bitcoino subia em ritmo acelerado.
O ativo digital registrava um aumento acumulado significativo na faixa das últimas vinte e quatro horas, marcando uma valorização total de 1,8%. O bitcoin operava a US 63.750 por unidade neste momento da manhã comercial brasileira.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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