Brasil Expande Vendas Agrícolas na China, Paraguai e Palau em 2026

Brasil Expande Vendas Agrícolas em Mercados Estratégicos Após Desafios de Integração Regional.

27/07/2026 15:02

3 min

Bovinos de corte em área de curral na fazenda
Bovinos de corte em área de curral na fazenda

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta segunda – feira (27) a abertura sanitária em três mercados importantes para o agronegócio brasileiro: os países chinesa, paraguaio e palauano.

As autoridades dos respectivos locais confirmaram acesso facilitado para produtos brasileiros, um movimento que combina alto valor agregado com objetivos claros de integração regional no Pacífico Asiático. O anúncio reforça ainda a presença global das proteínas animais do Brasil.

Novos protocolos abrem caminho na Ásia

Um destaque especial é o protocolo assinado com a China, pois ele autoriza pela primeira vez a exportação direta do cálculo biliar bovino ao mercado chinês continental. Antes disso, apenas Argentina e Uruguai possuíam essa permissão; até então, os envios brasileiros dependiam da porta de entrada em Hong Kong para acessar este item farmacêutico valioso.

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Este novo canal comercial se soma à tendência já estabelecida no setor pecuário brasileiro: maximizar valor extraindo cada coproduto obtido durante o abate — como couro, ossos, colágeno ou gelatina —, adicionando agora um insumo bioquímico considerado de altíssimo nível agregado na cadeia produtiva nacional.

Integração com Paraguai e Palau

A expansão regional também foi confirmada. O governo paraguaio aprovou a adoção do modelo Certificado Sanitário Internacional (CSI), permitindo que suínos vivos brasileiros sejam exportados para abatimento em território parceiro. Esse tipo de abertura tem grande caráter local, beneficiando diretamente os frigoríficos e pequenos produtores situados nas regiões fronteiriças sul – americanas.

Palau, uma ilha insular no Oceano Pacífico, por sua vez, deu o aval aos modelos CSI necessários para receber carnes bovina, ovina, caprina e até mesmo suína vindas do Brasil. Embora o volume comercial com Palau ainda seja pequeno comparado ao total brasileiro, a aceitação desses produtos amplia significativamente a projeção global da proteína animal nacional e diminui a dependência excessiva dos poucos mercados tradicionais.

Crescimento histórico de acesso internacional

Os números mostram um crescimento acelerado na abertura de portas comerciais pelo país nos últimos anos. Desde 2023 — quando começou a contagem oficial —, o Mapa já registrou que houve mais de 507 mercados abertos no final de 2025; sendo os dados acumulativos em meados de abril de 2026, totalizaram até então 594 novos acessos ao mercado global.

O ritmo foi intenso: apenas naquele ano (em referência à gestão), foram liberadas 211 novas entradas sanitárias, representando o maior avanço registrado num único ciclo administrativo do ministério. Em um exemplo recente desse ímpeto crescente, somente na primeira quinzena deste mês somaram – se nove países com a liberação de vinte e nove produtos diferentes.

Segundo informações divulgadas por André de Paula no dia 8 de junho de 2026, esse número já havia subido para impressionantes 616 mercados abertos desde que se iniciou em 2023. O ministro reafirmou ainda sua meta ambiciosa: alcançar os 700 novos acessos até o fim da atual gestão ministerial; estimativas apontam cerca de US 3,4 bilhões gerados apenas pelos mais de 500 locais liberados neste período recente do tempo.

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