Chuvas Intensas Impactam Trigo no Paraná e Alerta no Gaúcho

As recentes e volumosas chuvas atingiram os estados do Sul do Brasil — principal polo produtor nacional de trigo—, gerando avaliações mistas entre especialistas agrícolas nesta sexta – feira (data da avaliação). Enquanto houve benefício geral nas lavouras em desenvolvimento no Paraná, essas mesmas precipitações trouxeram preocupações específicas sobre possíveis danos à cultura gaúcha.
A análise foi conduzida por órgãos oficiais como Deral e Emater, instituições responsáveis pelo acompanhamento das culturas nos dois importantes polos produtores. Atualmente, o ciclo ainda está distante dos períodos críticos para a colheita; portanto, umidade excessiva pode representar riscos tanto para a qualidade quanto para a própria produtividade do cereal neste ano de 2026.
Impacto climático na produção de trigo
O agrônomo Carlos Hugo Godinho, que atua no Departamento de Economia Rural (Deral), avaliou as chuvas em geral com positividade, pois regiões específicas estavam passando por déficit hídrico devido ao tempo seco e calor. Ele apontou dificuldades anteriores enfrentadas pelo norte gaúcho antes da chegada das recentes precipitações.
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Contudo, o especialista alertou sobre os efeitos mais intensos: “No sudoeste e oeste [do RS], onde havia mais chuvas, ali talvez tenham sido um pouco prejudiciais para manejo de doenças”.
Godinho ressaltou ainda a normalidade do ciclo se não houvesse interrupção climática; ele afirmou que “Se cessarem as chuvas, e voltar a ter um tempo seco, começa a ter normalidade”. Por outro lado, no Rio Grande do Sul (RS), foi possível notar preocupações com possíveis danos à cultura devido ao volume das águas combinadas aos ventos.
Dados pluviométricos em Paraná e Rio Grande do Sul
Os dados meteorológicos da LSEG indicaram volumes significativos nas duas regiões. No RS, grande parte dos municípios recebeu chuva superior a 100 milímetros nesta semana — o equivalente a mais de 70 mm acima da média histórica para este período.
O estado paranaense também registrou chuvas superiores às médias históricas; contudo, os valores foram menores que no gaúcho: cerca de 70 milímetros na região sul, enquanto nos acumulados norte variaram entre 20 e 40 milímetros.
Apesar das avaliações sobre trigo serem feitas em momento distante do plantio final – sendo ainda fases iniciais ou vegetativas –, as regiões devem enfrentar novas intensas precipitações já nas próximas semanas. A Conab projeta uma safra total brasileira estimada em seis milhões de toneladas para o ano de 2026.
Situação da colheita de Milho O Paraná
Em outra cultura importante no estado paranaense está o ciclo do milho “O Paraná“. Segundo dados divulgados pelo Deral, a principal segunda safra encontra – se atualmente na fase intermediária de sua conclusão. A área que havia sido coletada até início desta semana representava cerca de 29% das áreas totais; esse índice é comparado aos registros históricos: estava com 40% em meados de julho de 2025 e atingiu os 67% durante agosto de 2024.
Questionado sobre como as chuvas afetariam este ritmo colhante, Edmar Gervásio, especialista do setor no Paraná (Deral), tranquilizou o mercado. Ele explicou que a safra foi plantada um pouco mais tarde nesta temporada média. Segundo ele, não há indícios de atraso relevante para a época da coleta total dos grãos neste ciclo específico; deve haver uma concentração na janela prevista já dentro das condições normais esperadas pela agricultura verão.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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