FMI Alerta sobre Riscos em Mercado de Ativos Tokenizados

FMI aponta riscos em mercado de ativos tokenizados com foco na regulação das novas plataformas digitais.

07/07/2026 10:28

2 min

Espera-se um aumento de 3,2% na produção econômica global em 2024, afirmou o FMI
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O mercado de ativos tokenizados promete revolucionar a forma como transações financeiras ocorrem e gerar grande eficiência no sistema global. No entanto, um artigo publicado pelo blog do Fundo Monetário Internacional alerta que essa evolução tecnológica traz consigo riscos inéditos para o setor regulatório.

Segundo Tobias Adrian, conselheiro financeiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, as movimentações com tokens eliminam muitas das fricções tradicionais dos mercados financeiros. Contudo, ele enfatiza que é fundamental acompanhar esse avanço em conjunto rigoroso da regulação adequada.

Aumento na liquidez e redução operacional

O principal benefício apontado pela análise reside no processo transacional: quando um ativo tokenizado muda de mãos ou passa por uma operação comercial, a transferência desse bem digital ocorre simultaneamente ao pagamento correspondente. Isso elimina o tempo gasto hoje nas etapas burocráticas de conciliação bancária e líquidação financeira tradicionalmente necessárias para fechar negócios grandes.

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Na prática, essa dinâmica permite que as demandas por liquidez se materializem instantaneamente — algo inédito até então nos mercados globais. Além disso, mecanismos como chamadas marginais podem ser automatizados em alta velocidade, otimizando drasticamente os processos operacionais das instituições financeiras envolvidas na negociação dos ativos digitais

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O novo foco do risco: da instituição à plataforma

Para Adrian, a mudança mais significativa é onde reside o ponto cego ou vulnerável. Se antes grande parte do risco estava concentrada no balanço patrimonial e nas operações de crédito realizadas pelas próprias instituições bancárias tradicionais, agora esse perigo passa para outro lugar.

A concentração desse risco se desloca diretamente para as plataformas que gerenciam essas transações tokenizadas — bem como também está ligada ao código – fonte (o *smart contract*) utilizado por elas. Essa nova realidade eleva drasticamente os requisitos em relação aos protocolos de segurança digital utilizados na operação

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Cibersegurança torna – se pilar regulatório. Como resultado dessa mudança estrutural nos riscos sistêmicos, a cibersegurança assume um papel muito mais crítico do que o já desempenha no cenário financeiro atual. A vulnerabilidade não é apenas operacional; ela reside intrinsecamente nas linhas de programação.

“Uma supervisão eficaz deve ir além das instituições e abranger até mesmo o próprio código,” avalia Adrian para o FMI. Ele alerta ainda que certos contratos inteligentes críticos podem se tornar “grandes demais para falhar”, exigindo uma fiscalização robusta semelhante àquela aplicada hoje às grandes instituições financeiras consideradas essenciais ao sistema global (as chamadas Instituições Financeiras de Importância Sistêmica.

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