FMI Libera US346 Milhões Para Reconstrução Venezuelana Após Terremotos

Delcy Rodríguez anuncia aporte do FMI após terremotos devastar Venezuela e impulsiona reconstrução urbana.

18/07/2026 18:37

3 min

FMI libera fundos à Venezuela três semanas após terremoto duplo
FMI libera fundos à Venezuela três semanas após terremoto duplo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) autorizou hoje desbloquear recursos próprios venezuelanos no valor de US346 milhões — cerca de R 1,77 bilhão —, destinados a financiar os esforços de reconstrução nas áreas devastadas por dois grandes tremores sísmicos.

A presidente interinaDelcy Rodríguez anunciou o aporte na sexta – feira, dia 17, três semanas após as tragédias; ela divulgou a informação em um comunicado via Telegram e afirmou que esses fundos visam apoiar famílias afetadas com moradia, infraestrutura básica e serviços públicos essenciais.

Reaproximações diplomáticas financiam recuperação

O desbloqueio dos recursos ocorre num momento delicado para Caracas: é parte da reaproximação entre Venezuela e FMI. As relações financeiras foram retomadas pelo fundo internacional desde abril de este ano.

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Essa normalização aconteceu depois do congelamento inicial das verbas ocorrido ainda em 2019 — período marcado por uma incursão militar americana no país há alguns meses.

Busca continua sob escombros após terremotos devastadores

Enquanto o governo negocia os detalhes complexos sobre a reconstrução, as famílias enlutadas seguem enfrentando dificuldades imensas na recuperação dos corpos soterrados pelos tremores sísmicos que atingiram a Venezuela dia 24 de junho.

Os sismos registraram magnitudes entre 7,2 e 7,5; foram eles responsáveis pelo desabamento total ou parcial de mais de 190 edifícios — grande parte concentrada em La Guaira —, balneário situado há cerca de 40 km do centro urbano de Caracas.

Dificuldades no resgate oficial. Além desses prédios colapsados, outras 856 edificações ficaram praticamente inabitáveis para os moradores locais na região costeira.

Na noite da sexta – feira (dia 17), parentes voluntários ainda realizavam buscas por cadáveres entre as ruínas caóticas de La Guaira.

“Tem muita gente lá embaixo; ninguém quer mexer com mortos”, relatou Hildegar Mujica à AFP ao procurar a ex – esposa Leida Mata sob placas de concreto em uma torre que desabou no bairro Caraballeda.

Famílias recorrem a resgates particulares

Segundo o economista, ausência do apoio estatal e falta de máquinas pesadas dificultam muito os trabalhos: “Em nenhum momento se viu interesse pelos corpos… Há corpos visíveis”.

Mujica acrescentou ainda dificuldades na identificação dos restos humanos. Diante da lentidão das operações oficiais para localizar as vítimas soterradas por escombros ou entulho,

algumas famílias passaram até mesmo alugando retroescavadeiras com recursos próprios apenas para ter acesso aos parentes.

Críticas à cobrança privada. A situação gerou críticas severas, pois parte do público tem sido forçada a pagar serviços particulares de resgate em meio ao caos humanitário.

“Por não termos um Estado que nos represente, ficamos à deriva”, disse um morador preferindo manter o anonimato. Outro socorrista voluntário apontou ainda casos alarmantes: “Tenho uma testemunha a quem tiraram US 1.300”.

O duplo terremoto deixou mais consequências sociais graves; atualmente, há mais de 21 mil pessoas vivendo acampamentos improvisados nas proximidades dos danos estruturais.

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