Greve na USP: Funcionários lutam por salários e denunciam disparidade após gratificação docente

Greve na USP: Funcionários protestam por salários e justiça! Saiba como a gratificação para professores acendeu o debate sobre equidade na universidade.

17/04/2026 09:40

4 min

Greve na USP: Funcionários lutam por salários e denunciam disparidade após gratificação docente
(Imagem de reprodução da internet).

Greve na USP: Funcionários Protestam por Melhorias Salariais e Equidade

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram, nesta terça-feira, dia 14, um movimento de paralisação. O foco das reivindicações é obter melhorias salariais e maior justiça entre as diversas categorias de trabalhadores da instituição.

O estopim para o protesto foi a recente aprovação de uma gratificação destinada especificamente aos professores. Essa medida concede um pagamento extra de R$ 4.500 a docentes em regime de contratação exclusiva, desde que apresentem projetos em áreas consideradas estratégicas para a USP, abrangendo ensino, pesquisa, inovação, cultura, extensão e gestão.

Detalhes da Gratificação e Impacto Orçamentário

A iniciativa foi formalizada pelo Conselho Universitário em 31 de março e prevê o pagamento mensal por um período de até 24 meses, enquanto as atividades aprovadas estiverem em execução. Os repasses financeiros, contudo, só começarão a vigorar em 2027.

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Estima-se que essa gratificação possa representar um aumento médio de até 27,5% para professores que estão no início de suas carreiras. Atualmente, o salário inicial de um professor doutor na USP é de R$ 16,3 mil. O impacto anual dessa medida no orçamento da universidade é calculado em R$ 238,44 milhões.

A Perspectiva dos Manifestantes

Para os manifestantes, o bônus salarial acentua as disparidades internas da universidade, visto que não houve qualquer proposta de revisão salarial para os demais funcionários. Além disso, a gratificação excluiria cerca de 20% dos docentes ativos, além de todos os professores aposentados e de todo o corpo técnico-administrativo, seja ele ativo ou inativo.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) argumenta que a paralisação visa colocar uma categoria contra a outra. Em nota divulgada na segunda-feira, 13, o sindicato enfatizou: “Nossa greve é legítima e justa. É preciso lembrar que estamos lutando por isonomia, e não uma categoria contra a outra. É falso dizer que nós, funcionários, somos contra os docentes”.

Principais Demandas do Sintusp

Segundo o Sintusp, a reivindicação central do movimento é a recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2012. Para isso, a entidade calcula a necessidade de um reajuste de 14,6%, considerando a inflação acumulada até janeiro deste ano.

A organização afirma que tem recebido negativas sucessivas da reitoria para discutir o tema. O sindicato sustenta que a gratificação concedida aos professores funciona como uma “manobra” para desviar o foco da campanha salarial geral. Claudionor Brandão, integrante do Sintusp, criticou o padrão, dizendo que “Virou praxe, sempre antes da data-base (…) a universidade apresenta algum prêmio, alguma gratificação para tirar o foco da luta pelo reajuste”.

A Adesão Estudantil e Questões Estruturais

Os estudantes da universidade também anunciaram paralisação nesta terça-feira, dia 14. As pautas estudantis concentram-se em melhorias estruturais, como garantir moradia digna e elevar a qualidade dos restaurantes universitários.

O Diretório Central dos Estudantes Alexandre Vannucchi Leme (DCE Livre da USP) informou que 105 cursos estão paralisados entre a capital e o interior, incluindo a Faculdade de Direito, a Escola de Comunicação e Artes (ECA) e as faculdades de História, Filosofia e Pedagogia.

Uma assembleia está marcada para quarta-feira, dia 15, para decidir sobre uma greve estudantil.

Preocupações com a Alimentação Universitária

Pedro Chiquitti, coordenador-geral do DCE, apontou a precarização dos serviços oferecidos aos estudantes nos últimos anos. Um ponto de grande sensibilidade é a qualidade da alimentação nos restaurantes universitários. Há denúncias constantes sobre a presença de larvas, baratas e pedaços de vidro nos bandejões, além da escassez de proteínas.

Os estudantes associam a piora da oferta à terceirização dos serviços de bandejão, um processo que se intensifica desde 2016. As unidades são de responsabilidade da Superintendência de Assistência Social (SAS) da USP.

Resposta Institucional da USP

Em nota, a USP abordou a questão, mencionando que a ‘valorização de pessoas’ guia a gestão. Sobre os técnicos-administrativos, foram citados anúncios do novo reitor, como a revisão integrada dos Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) e o reajuste de benefícios a partir de abril: o auxílio-alimentação passaria de R$ 1.950 para R$ 2.050, e o vale-refeição de R$ 45 para R$ 65.

Além disso, o auxílio-saúde seria reajustado em 14,3% em maio.

Quanto aos problemas nos restaurantes, a universidade informou que inspeções da vigilância sanitária foram realizadas em 10 de abril nas unidades da Faculdade de Direito e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), sem encontrar irregularidades.

A USP afirmou que as ocorrências são tratadas tecnicamente por nutricionistas e administrativamente pelas áreas gestoras dos contratos, garantindo que todos os contratos sejam renovados seguindo os trâmites legais.

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