Jovens invadem prédio da USP em SP: caos e feridos na greve estudantil

Um grupo de seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, foi preso pela Polícia Militar em São Paulo na segunda-feira, 8 de maio de 2026. O incidente ocorreu após a invasão de um prédio na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), localizado na zona oeste da cidade.
A ação foi precedida por manifestantes que bloquearam os acessos ao local, montando barricadas.
Durante o confronto, três seguranças da universidade sofreram ferimentos e precisaram de atendimento médico no Hospital Universitário. A Polícia Militar interveio para dispersar os manifestantes e apreendeu diversos materiais, incluindo fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e um estilingue.
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A perícia foi acionada para avaliar os danos causados aos mobiliários e equipamentos da instituição.
Os jovens foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde o caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público. Após prestar depoimento, foram liberados.
Encerramento da Greve Estudantil
A invasão do prédio ocorreu durante o processo de encerramento da greve estudantil, que havia começado em 14 de abril de 2026. Em uma assembleia realizada na segunda-feira, os estudantes da USP aprovaram a recomendação para o fim da paralisação, embora o encerramento final dependa de assembleias individuais por curso.
A greve, que buscava melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), nas condições dos restaurantes universitários, nas moradias estudantis e na recomposição do quadro de funcionários do Hospital Universitário, tem visto seu apoio diminuir.
Unidades como Direito, Medicina e a Escola Politécnica já retomaram suas atividades.
Segundo dados da Reitoria, 24 unidades da USP estão com aulas regulares, enquanto 19 ainda mantêm algum tipo de paralisação. A principal questão em debate é o valor do auxílio permanência, que atualmente varia entre R$ 335 e R$ 885, conforme proposto pela universidade, que sugere um reajuste pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-FIPE), elevando o teto para R$ 912.
Os estudantes, por outro lado, defendem um valor de R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que a universidade manteve canais de negociação abertos e que a continuidade do movimento estudantil tinha motivações políticas direcionadas ao governo estadual.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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