Logicalis aponta para alta adoção de ações por falta de cybersegurança

A falta de profissionais qualificados na área de cibersegurança forçou mais de nove em cada dez empresas brasileiras a adotar medidas estratégicas para mitigar o déficit, revelou um estudo recente.
Segundo dados do CIO Report 2026 — pesquisa promovida pela Logicalis—, esse problema deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a exigir atenção direta das áreas de Recursos Humanos nas corporações. Luciana Depieri, chief people, admin & ESG officer da Logicalis LATAM, interpreta esses números como sinais claros que apontam não necessariamente cortes diretos no quadro funcional.
Estratégias usadas pelas companhias
O relatório detalha as diversas abordagens adotadas pelo mercado para suprir essa lacuna crítica em talentos especializados.
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Entre os caminhos mais citados está o investimento na capacitação profissional ou simplesmente contratações baseadas exclusivamente em competências; essas iniciativas foram mencionadas por 56% dos respondentes do estudo. Outra tática amplamente utilizada é a aplicação de ferramentas avançadas, especialmente aquelas desenvolvidas com inteligência artificial (IA), que aparece nas respostas de quase metade das empresas: um índice de 54%.
Suprindo déficits e adiando projetos. As companhias também recorreram à terceirização para cobrir falhas críticas. A contratagem desses serviços gerenciados soma o apoio de 51%, enquanto outras funções – chave estão sendo passíveis de serem delegadas ou tercerizadas por cerca de 29% dos entrevistados.
Em medidas mais emergenciais, algumas organizações optaram pela contratação temporária de especialistas em TI; esse tipo de recurso foi citado pelo percentual que representa os profissionais substitutos no curto prazo (33%). O impacto da escassez é tão grande que uma parcela significativa das empresas — chegando a 22% —, já precisou adiar projetos estratégicos inteiros devido à dificuldade em encontrar mão de obra qualificada na área.
O papel transformador e o futuro do trabalho
A pesquisa também avaliou como se espera que as tecnologias emergentes moldem o quadro funcional nas próximas semanas.
Em relação ao aumento dos funcionários, quase metade das corporações entrevistadas prevê crescimento: um total de 44%. Deste grupo maior, há aqueles com planos moderados (32%) e outros esperando uma expansão mais expressiva da equipe nos próximos meses (12%.
Por outro lado, cerca de 28% preveem alguma redução no número de colaboradores.
Visões sobre a reconfiguração do mercado. A executiva Luciana Depieri sugere que esse cenário aponta para intensa reorganização em vez de demissões maciças.
“O conjunto de dados mostra o avanço inevitável da automação,” explica ela na Logicalis LATAM; “mas isso não se traduz necessariamente apenas em cortes diretos.” A especialista ressalta ainda que IA lidera como principal vetor disruptivo nos anos vindouros, forçando uma profunda mudança estrutural nas equipes e processos organizacionais.
Para Deieri, a vantagem competitiva do futuro deixa de residir unicamente no desenvolvimento tecnológico puro ou robusto: passa agora pela capacidade das empresas integrarem essa tecnologia com máxima eficiência aos seus modelos operacionais, cultura corporativa e pessoas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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