Lula busca reciprocidade contra tarifas americanas de 25%

O governo brasileiro continuará negociando esforços diplomáticos visando afastar a imposição da tarifa americana de 25% sobre diversos itens exportados do país. Segundo Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as negociações também buscarão ampliar exceções às tarifas já estabelecidas.
Na quinta – feira (23), em conversa com jornalistas, ele detalhou que os trabalhos se concentram tanto no afastamento dos custos mais altos quanto na expansão das listas de isenção à taxa de 12,5%, aplicada ao Brasil por suposta falha global no combate à importação de bens feitos sob trabalho forçado.
Estratégia diplomática perante Estados Unidos
O Ministro Márcio Elias Rosa enfatizou o foco do presidente Lula nas constantes rodadas de negociações. Ele afirmou ser crucial “afastar a imposição dos 25% […] e para que a gente possa ter… a ampliação da lista de exceções”.
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Entre os produtos brasileiros considerados prioritários em pauta com Washington estão itens como café e carne bovina. A listagem atual das isenção é aplicável não apenas ao Brasil, mas também aos demais países envolvidos na medida globalmente imposta.
Posicionamento sobre tarifas americanas
Questionado se seria melhor abandonar instrumentos legais perante os EUA, o ministro Márcio Elias foi firme: “O governo brasileiro não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade”. Ele argumentou que abrir mão desse direito significaria prejudicar a proteção dos interesses econômicos do país.
“É óbvio que o interesse primário é negociar”, reforçou ainda ele, ressaltando como as tarifações são “extremamente injustas e muito danosas”.
Contestação das novas taxas. Elias classificou a tarifa de 12,5%, imposta pelos Estados Unidos por suposta falha na proibição de mercadorias feitas com trabalho forçado, como “indevida, ilegítima e ilegal”, baseada em fatos inexistentes. O ministro prometeu: “O Brasil vai contestar, protestar e vai adotar todos os mecanismos e meios para rechaçar essa imposição”.
Impacto econômico dos novos tributos
Apesar da resistência diplomática às tarifas americanas, o MDIC informou que cerca de dois mil produtos exportados não estão sujeitos nem à tarifa nova (12,5%) nem ao sobretaxa adicional de 25%. Produtos específicos, a exemplo de celulose ou pescados, pagarão somente pela taxa mais baixa.
Há também itens como calçados, máquinas, equipamentos, peças componentes confecções e químicos — desde que sejam diferentes farmacêuticos —, cujos produtores enfrentarão uma dupla taxação no valor total de 37,5% para venda nos EUA. O Brasil está incluído entre os países sob essa alíquota após investigações americanas relacionadas às falhas globais em proibir bens feitos com trabalho forçado.
Preparativos internos: Lei do Soberano
Em relação ao plano “Brasil Soberano III”, o ministro Márcio Elias Rosa garantiu estar pronto para acolher setores atingidos pela tarifa americana de 12,5%. Ele explicou que a lei sancionada pelo presidente Lula permite regulamentar tanto inclusões quanto exclusão desses segmentos econômicos afetados pelas decisões dos Estados Unidos.
O Comitê criado no âmbito da nova legislação será responsável por disciplinar como se aplicará um dever específico de garantia de emprego nos setor produtivo impactado. O MDIC também destacou sua prioridade em preparar os mercados brasileiros e buscar diversificação comercial fora do eixo americano.
Próximos passos internacionais
“Ainda não fizemos [a aplicação das regras], faremos na próxima semana”, disse Elias sobre o cronograma interno, mas reforçou que a primeira interação entre as partes ocorrerá somente em fevereiro, após levantamentos detalhados serem concluídos pelo governo brasileiro.
Além disso, ele mencionou outra meta crucial: organizar manifestações para apresentar ao âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando discussões de negociação no momento adequado.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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