Mpprema mprj prende seis pessoas em esquema de desvio

MPRJ prende presidente do Instituto Rio Metrópole e outras pessoas envolvidas em esquema bilionário de desvio de recursos públicos.

10/07/2026 09:37

3 min

Reprodução/Instagram/@institutoriometropole
Reprodução/Instagram/@institutoriometropole

Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta quinta – feira seis pessoas envolvidas em um suposto esquema massivo que desviou R 86,28 milhões dos cofres estaduais.

Entre os detidos está Davi Perini Vermelho, presidente atual do Instituto Rio Metrópole (IRM). O ex – chefe da Câmara de Vereadores de São João de Meriti também foi alvo das investigações; nove mandados foram cumpridos na capital e nas cidades vizinhas de São Gonçalo e Teresópolis.

Como funcionava o desvio por meio contratos milionários

O MPRJ aponta que a fraude utilizava verbas destinadas ao próprio Instituto Rio Metrópole – autarquia responsável pela elaboração de projetos em áreas como mobilidade, saneamento ou habitação.

Leia também

A denúncia formalizou 11 pessoas perante a Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraudes licitatórias. Segundo os procuradores do Ministério Público estadual, foram utilizados “contratos milionários” firmados pelo IRM no período entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos da esfera estatal.

O esquema detalhado mostrava que valores eram pagos inicialmente por duas empresas contratadas; posteriormente, o recurso era repassado através de contratos simulados ao Instituto Bio, uma ONG não governamental (ONG.

Articulando a fraude: dos pagamentos em espécie aos cargos

Os investigadores descobriram um fluxo complexo onde o dinheiro desviado ia direto para conta pessoal de Caroline Soares Barros. Ela é também fiscal de contratos do próprio IRM. O valor seria depois sacado integralmente em notas físicas e transportado com apoio especializado — usando serviços privados de escolta armada controlada por um dos denunciados.

A investigação ganhou força após janeiro deste ano, quando foi flagrada no transporte ilegal de R 500 mil em papel – moeda na agência localizada em Teresópolis. A ONG que recebia os fundos era apontada como sem estrutura operacional adequada aos serviços contratados ou funcionários próprios.

Entre as empresas beneficiadas pelo esquema estavam a Engeconsult Consultores Técnicos LTDA, que recebeu do IRM o montante de R 58,3 milhões distribuídos em dois contratos; e também houve pagamento à R. Peotta Engenharia e Consultoria LTDA com valores totalizando R 25,1 milhões por um contrato principal mais três aditivos contratuais.

Papéis dos denunciados no desvio

Maurício Silva Knoploch dos Santos é outro nome central na investigação: ele atua como diretor de Planejamento e Projetos do IRM e faz parte da Comissão Técnica responsável pelas licitações. Ele pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL – RJ) foi apontado pelos investigadores pelo direcionamento das concorrências em favor dessas contratadas fraudulentas.

Franquis Dias Nepomuceno também está entre os acusados; além de ser delegado da Polícia Civil, ocupa o cargo de diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM. A apuração indicou que ele controlava diretamente um grupo chamado Rio Forte, usado para a escolta armada dos valores ilícitos.

Marcelo Lopes da Silva é denunciado por ter sido procurador do Estado e estava à frente na Procuradoria Geral do IRM no período investigado. Ele seria responsável pela emissão dos pareceres jurídicos cruciais que deram cobertura legal às contratações suspeitas ou ao reajuste irregular desses contratos milionários.

Consequências legais: bloqueio total e afastamento

O MPRJ solicitou judicialmente o sequestro de bens das empresas envolvidas e também daqueles acusados até um limite estimado em R 86,3 milhões para cobrir os desvios; além disso, pediu indenização adicional de R 200 milhões por danos morais coletivos contra a sociedade fluminense.

A Justiça já determinou o imediato afastamento dos denunciados do exercício de seus cargos públicos. A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade (GAEDI) dentro do próprio Ministério Público estadual, contando com apoio técnico externo como órgãos ligados ao Governo do Rio de Janeiro.

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!