Petrobras sobe; Vale cai em Ibovespa com tensões geopolíticas

Tensões geopolíticas impactam Ibovespa com queda no Vale; Petrobras se destaca em dia volátil.

29/06/2026 17:44

3 min

Painel de cotações na B3
Painel de cotações na B3

O Ibovespa encerrou praticamente estável nesta segunda – feira, dia 29, com liquidez reduzida por conta do volume financeiro baixo registrado na B 3.

Com leve queda total de 0,05% e fechando nos 173.205,35 pontos, o principal índice brasileiro oscilou entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O giro negociado somou R 13,9 bilhões — cerca de metade comparada a um pregão típico —, enquanto no mercado cambial, dólar à vista subiu ligeiramente para os US 5,175 (Rdólar.

Reações dos investidores às tensões geopolíticas

Os movimentos do Ibovespa foram influenciados pelos desdobramentos das recentes tensões internacionais envolvendo Estados Unidos e Irã.

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Apesar do anúncio sobre suspensão ataques entre as nações vizinhas ao Oriente Médio, autoridades iranianas afirmaram que não há negociações previstas com Washington nesta semana. Essa declaração contraria o discurso feito pelo presidente americano Donald Trump em relação aos encontros diplomáticos no país árabe.

Destaques setoriais: Petrobras lidera alta; Vale cai levemente

Entre os grandes pesos de valorização ou queda dentro do índice paulista (Ibovespa), a Petrobras fechou positiva por acompanhar a tendência da elevação dos preços internacionais do petróleo bruto.

As ações preferenciais (PETR 4) avançaram 0,21%, e as ordinárias (PETR 3) subiram também para um ganho de 0,14%. Já o desempenho foi mais misto na gigante mineração. A VALE 3 encerrou com uma pequena baixa de apenas 0,03% mesmo após registrar alta significativa no preço do minério de ferro negociado em Dalian, China — que valorizou 0,67% nesse período.

Bancos mostram performance divergente

O setor bancário apresentou resultados variados durante a sessão da segunda – feira. As units emitidas pelo Santander (SANB 11), por exemplo, lideraram os ganhos setoriais e subiram para um acréscimo expressivo de 1,78%.

Outras instituições também tiveram bom desempenho: as ações preferenciais do Bradesco (BBDC 4) avançaram 1,40%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB 4) registrou alta na ordem dos 0,40%.

Empresas em foco no mercado

Braskem dispara apesar alerta da Fitch; Magazine Luiza sobe forte

A petroquímica Braskem foi um destaque positivo para os investidores. A ação BRKM 5 liderou a valorização diária com uma subida de impressionantes 5,76%. Esse desempenho ocorreu mesmo após receber rebaixamento do seu rating pela agência Moody’sFitch — que mudou sua nota de “CC” para apenas “C”.

O motivo apontado é o elevado risco no refinanciamento e também por conta da deterioração na liquidez operacional da companhia.

Outros destaques positivos ou negativos

MGLU 3 segue alta; Azzas encerra perdas entre os setores mais negociados

Logo atrás dos ganhos, Magazine Luiza (MGLU 3) avançou 4,50%, seguido pela Natura (NATU 3), cuja cotação subiu em 4,01%. Por outro lado, a ponta negativa foi liderada pelas ações de Azzas (AZZA 3). A empresa registrou queda acentuada na ordem de 3,21%.

Inflação e projeções econômicas no Brasil

IGP – M cai; IPCA desacelera com preços controlados para o consumidor

Em nível macroeconômico nacional, os dados mostram uma melhora nos indicadores. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP – M) caiu em junho — um recuo significativo de 0,50%. Esse índice havia registrado alta forte de 0,84% somente em maio.

A queda foi impulsionada pelo retrocesso dos valores negociados no atacado (ASA). Isso reflete a acomodação das cotações tanto nas commodities minerais quanto energéticas após picos causados pela guerra entre Israel e Irã na região Oriente Médio. O próprio IPA registrou baixa de 0,97%, enquanto o super importante Indicador de Preço ao Consumidor (IPC) desacelerou para apenas 0,47%; um número menor que os 0,61% registrados anteriormente. Essa melhora é atribuída à contenção nos preços do combustível e também em alimentos como café e açúcar.

Por fim, as expectativas futuras foram revisadas: a mediana dos prognósticos apontando para o IPCA no ano de 2026 permaneceu estável na marca de 5,33%. Além disso, não houve alteração nas projeções da taxa Selic esperada para próximo ano (mantida pela expectativa inicial.

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