Supremo Tribunal Negou Soltura de Influenciadora em Caso do PCC

O Supremo Tribunal de Justiça negou nesta quarta – feira (1º) um pedido imediato pela soltura da influenciadora digital Deolane Bezerra. A decisão foi proferida pelo ministro Ribeiro Dantas e trata do trâmite em segredo de justiça.
Detalhes da Decisão Judicial. O pedido inicial visava garantir sua liberdade até ser concluído todo o processo legalmente estabelecido. Anteriormente a esta data, em um pleito semelhante feito dia 9 de junho, outros ministros — Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto —, membros da Quinta Turma do STJ haviam solicitado mais tempo para análise.
Supremo Tribunal de Justiça Negou Soltura da Influenciadora Deolane Bezerra
Origem das Investigações Criminais. Tudo começou com um esquema complexo e ligado aos altos escalões da facção PCC — Primeiro Comando da Capital –, envolvendo lavagem de dinheiro. A influenciadoraDeolane Bezerra é alvo desde 2019, após materiais foram apreendidos dentro da Penitenciária II em Presidente Venceslau.
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Investigação e Envolvimento. As apurações vieram por meio da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP SP) junto à Polícia Civil para investigar o fluxo financeiro ilícito do crime organizado na região paulista. A investigação foi conduzida pela Central de Polizia Judiciária de Presidente Venceslau e também envolveu o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), sediado em Presidente Prudente.
Além dela, outros indivíduos apontados como envolvidos no esquema foram Marco Herbas Camacho — conhecido como Marcola –, Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza.
O Papel da Transportadora Lopes Lemos. Os investigadores identificaram que a facção utilizava uma empresa para movimentar recursos ilegais: era aí usada a Transportadora Lopes Lems Ltda, apelidada por “Lado a Lados Transportes”. Segundo os dados apurados pela Polícia Civil após instaurarem três inquéritos diferentes sobre o tema, essa mesma transportadora teria movido mais de R 20 milhões.
Os valores apresentados ao Fisco não batiam com as grandes incompatibilidades financeiras detectadas pelos próprios agentes investigativos.
Acusações e Operação do “Caixa”. A Justiça já havia reconhecido em sentença anterior justamente esse uso da companhia como um instrumento claro e comprovado na lavagem de capitais para benefício do PCC; além disso, Deolane foi apontada pelas autoridades policiais atuando no papel estratégico de “caixa” dessa facção criminosa.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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