Trump aumenta tarifas para cobrir custos de queima nas terras canadenses

A ameaça presidencial americana aumentou tarifas sobre o Canadá para cobrir custos da poluição gerada por grandes queimadas florestais canadenses.
As chamas se estenderam até Nova Jersey, estado onde no domingo 19 será disputado a jogo final do Mundial em East Rutherford (Nova York). Uma imensa nuvem de fumaça proveniente das áreas afetadas escureceu os céus vizinhos e causou alertas nacionais pela má qualidade do ar nos Estados Unidos.
Acusações presidenciais contra manejo ambiental
“Isto é ‘Negligência Deliberada’, e está se tornando algo que ocorre todo ano, custando aos Estados Unidos bilhões de dólares”, atacou Donald Trump na plataforma Truth Social.
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O mandatário americano acusou o Canadá por não cuidar adequadamente de suas florestas nem realizar “tarefas básicas de manejo florestal e remoção de resíduos”. Ele acrescentou ainda: “O custo dessa poluição precisa ser necessariamente somado às TARIFAS que o Canadá já paga atualmente”.
Trump afirmou também ligar para Mark Carney, primeiro – ministro canadense, com objetivo de descobrir como será tratada a fumaça. Segundo dados do Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais (Canadian Forest Fire Information System), um total de 937 incêndios permanecia ativo no sábado neste ano.
Resposta diplomática canadense
A ministra canadense de Gestão de Emergências, Eleanor Olszewski, garantiu em coletiva que seu país está mantendo “contato constante” e destacou uma longa história colaborativa entre as nações nos esforços contra queimadas florestais.
Olszewski ressaltou ainda o investimento feito pelo Canadá: desde 2020 foram aplicados US 12 bilhões — equivalente a R 61,4 bilhões —, destinados à sustentabilidade das matas nativas e prevenção desses incêndios. Washington DC., por sua vez, foi alertada sobre os riscos da poluição atmosférica crescente no período do Mundial de Futebol.
Impactos locais em Nova York e região
Os organizadores oficiais acompanham “de perto a situação”, declarou Andrew Giuliani, diretor – executivo do grupo de trabalho para Copa na Casa Branca durante uma coletiva. As colunas espessas de fumaça vieram tanto do Canadá quanto do norte de Minnesota, desencadeando alertas generalizados pela má qualidade respiratória nos Estados Unidos até o momento.
Em regiões como Detroit (Meio – Oeste dos EUA), um monitoramento apontava que era possível encontrar entre as cidades mais poluídas. As autoridades pediram à população cautela ao passar tempo fora de casa sem necessidade estrita em Nova York e vizinhos estados da região metropolitana.
Riscos atmosféricos no Meio – Oeste
Meteorologistas alertaram para a possibilidade de os ventos sobre Grandes Lagos empurrarem ainda mais fumaça na direção nordestina, mantendo céus enevoados por dias. Para o domingo do Mundial, há modelos indicando chances de arrastar alguma quantidade adicional de fumaça pela área sulista nos próximos tempos.
Em diversas cidades dos Estados Unidos — tanto nas regiões Centro quanto Nordeste —, pessoas utilizaram máscaras ao ar livre. Especialistas apontaram que as partículas poluentes provenientes das queimadas afetam particularmente os pulmões; já em contraste com isso, poluição veicular tende causar maiores problemas no sistema cardiovascular.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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