Governo aponta: 23,1% das vendas a EUA sofrem novas tarifas

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta sexta – feira (24) dados preocupantes sobre o comércio Brasil – EUA após a divulgação de novas tarifas pelos Estados Unidos em julho.
De acordo com os números apresentados pela pasta ministerial, as medidas tarifárias americanas afetam 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte – americano; contudo, cerca de metade desse volume — ou seja, outras 52,7%— permanecem sem taxas adicionais setoriais específicas. O relatório também apontou para uma desaceleração geral nas trocas comerciais entre ambos os países nos últimos anos.
Como funcionam e quais produtos são afetados pelas novas tarifas
Em nota detalhada sobre o alcance dessas cobranças em julho, foi explicado que a parcela dos bens brasileiros sujeita às overtaxas é distribuída por diferentes mecanismos legais americanos. Destaca – se um grupo inicial com 24,2% das vendas do Brasil impactadas diretamente pela Seção 232 da legislação norte – americana, aplicável geralmente à maioria dos parceiros globais.
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Por outro lado, aproximadamente 52,7% das exportações brasileiras para os EUA não estão sob as taxas setoriais (Seção 232) ou pelas tarifas amplas estabelecidas na Seção 301 e ficam restritas apenas aos valores tarifários ordinariamente cobrados pelos Estados Unidos em geral.
Detalhando sobretaxas americanas
As medidas de cobrança variam conforme o motivo. Uma primeira decisão mencionada refere – se a uma investigação específica conduzida pelo governo americano contra produtos brasileiros; como resultado disso foi aplicada adicionalmente uma sobretaxa de 25% para certos itens exportados ao mercado dos EUA, medida que entrou vigorando no dia 22 passado.
Já as tarifas da Seção 301 incidem por investigações relativas às práticas globais na prevenção e combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas. Essa regra estabeleceu um acréscimo tarifário entre os países cujas economias não são consideradas suficientes em coibir tais entradas: o aumento pode ser de 12,5% ou
Sinais de desaceleração do comércio Brasil – EUA
Apesar das complexidades tributárias detalhadas acima, a nota oficial também alertou para uma tendência preocupante no fluxo comercial bilateral. O MDIC afirmou que há sinais claros de retração nas trocas comerciais após atingirem níveis considerados historicamente elevados nos anos anteriores.
“Esse movimento tem ocorrido num ambiente marcado pela crescente incerteza quanto à política comercial norte – americana”, explica o texto e aponta essa situação como resultado da ampliação dos instrumentos tarifários restritivos adotados pelos EUA em geral.
Os dados mostram um recuo significativo: as exportações brasileiras chegaram ao recorde de US 40,4 bilhões somente em 2024; contudo, caíram para US 37,7 bilhões no ano seguinte. Essa trajetória descendente se manteve durante todo o período até **2026**,
o que foi influenciado pelas sobretaxas impostas pelo lado americano e pela queda nos embarques setoriais específicos.
No primeiro semestre do biênio (primeiro semestre de 2015), as exportações brasileiras somaram à US\**17,4 bilhão**, representando uma redução considerável de –3% em comparação com os mesmos meses anteriores. Esse desempenho fraco deveu – se principalmente ao declínio dos óleos brutos de petróleo — cuja retração atingiu **30,4**— e também aos produtos semiacabados ou lingotes primários.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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